Dermatite Atópica: Tratamento em Campinas

A dermatite atópica, também chamada de eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica da pele que cursa com coceira intensa, ressecamento e lesões que aparecem e regridem em ciclos.

Atinge cerca de 15% a 20% das crianças e de 3% a 7% dos adultos, com estimativas brasileiras entre 7,1% e 12,5% da população.

Costuma começar cedo: cerca de 90% dos pacientes apresentam os primeiros sintomas antes dos cinco anos de idade. Parte melhora ao longo da infância, parte mantém o quadro na vida adulta, e há casos de início já na fase adulta.

Na Clínica Leal, em Campinas, a condução do quadro está a cargo da Dra. Roberta Giatti, dermatologista dedicada às doenças inflamatórias e imunomediadas da pele.

O Que Acontece na Pele

A dermatite atópica resulta da combinação de três fatores que se retroalimentam.

O primeiro é a barreira cutânea. A pele funciona como uma parede que retém água e impede a entrada de irritantes e alérgenos. Em boa parte dos pacientes há alteração em proteínas estruturais dessa barreira, entre elas a filagrina, o que deixa a pele mais permeável e mais seca.

O segundo é a resposta imune. Com a barreira comprometida, o sistema imune entra em contato com substâncias do ambiente e responde de forma desregulada, com predomínio de uma via inflamatória específica, mediada principalmente pelas interleucinas 4 e 13. Essas moléculas sustentam a inflamação e amplificam a coceira.

O terceiro é o microbioma. A pele do paciente atópico tende a apresentar menor diversidade de microrganismos, com predomínio de Staphylococcus aureus, o que agrava a inflamação e favorece infecções secundárias.

Compreender esses três eixos explica por que o tratamento não se resume a passar creme quando a lesão aparece: é preciso atuar sobre a barreira de forma contínua e sobre a inflamação de forma dirigida.

O Ciclo da Coceira

Coçar alivia por segundos e piora por semanas. O ato de coçar lesiona ainda mais a barreira, libera mediadores inflamatórios e intensifica a própria coceira, formando um ciclo que se sustenta sozinho.

Esse é o motivo pelo qual o controle do prurido é objetivo terapêutico em si, e não apenas consequência esperada do tratamento. A coceira noturna compromete o sono, e o sono ruim repercute em desempenho escolar, trabalho e humor. Em consultório, é frequente que o impacto no sono seja a queixa que mais pesa para o paciente e a família.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e considera a história, a distribuição das lesões e a evolução em ciclos. A localização varia com a idade: em lactentes predomina face e superfícies extensoras; em crianças maiores e adultos, as dobras, como fossas antecubitais e poplíteas, além de mãos, pescoço e pálpebras.

Antecedentes pessoais ou familiares de asma e rinite alérgica reforçam o diagnóstico, já que essas condições integram a mesma predisposição atópica. Exames complementares são solicitados de forma seletiva, para afastar diagnósticos diferenciais ou investigar fatores agravantes, e não para confirmar a doença.

O diagnóstico diferencial inclui outras dermatites, como a de contato e a seborreica, além de quadros de alergia cutânea e de infecções fúngicas.

Tratamento

O manejo é escalonado conforme a gravidade e segue a orientação do consenso da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Base do tratamento, para todos os casos:

  • Hidratação contínua com emolientes, aplicada diariamente e não apenas nas crises. É a medida que mais reduz a frequência de recidivas e a mais negligenciada na prática.
  • Banhos mornos e breves, com produtos de limpeza suaves, evitando sabonetes que agridem a barreira.
  • Identificação e afastamento de gatilhos individuais, que podem incluir tecidos, calor, suor, produtos de limpeza e situações de estresse. Veja também o cuidado da pele ressecada.

Tratamento tópico anti-inflamatório:

  • Corticosteroides tópicos, com potência e duração ajustadas à área e à idade, usados em esquema definido pela médica.
  • Inibidores de calcineurina tópicos, úteis em áreas sensíveis, como face e dobras, e em esquemas de manutenção.

Fototerapia:

  • Indicada em casos moderados que não respondem ao tratamento tópico, com protocolos definidos no consenso.

Terapias sistêmicas:

  • Convencionais, como ciclosporina e metotrexato, entre outras, usadas por períodos definidos e com monitorização.
  • Terapias dirigidas, que bloqueiam de forma específica as vias das interleucinas 4 e 13, incorporadas ao consenso brasileiro para casos moderados a graves. Representam mudança relevante em relação à imunossupressão ampla usada anteriormente. Veja a página sobre imunobiológicos em dermatologia.

O objetivo do tratamento é manter a doença controlada pelo maior tempo possível, com menos crises, menos coceira e sono preservado. É um acompanhamento de longo prazo, com ajustes conforme a fase.

Perguntas Frequentes sobre Dermatite Atópica

É uma doença crônica. Parte dos casos de início na infância melhora com o crescimento. Nos demais, o objetivo é o controle sustentado, com longos períodos sem crise.

Agende sua Avaliação

Coceira que não passa e pele que resseca em ciclos merecem investigação. Entre em contato e agende sua consulta com a Dra. Roberta Giatti na Clínica Leal, em Campinas.

Se interessou pelo tratamento?

Envie aqui sua mensagem e agende uma avaliação.