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Lesões Suspeitas e Câncer da Pele
Dermatologistas especialistas em doenças da pele explicam um pouco sobre lesões, câncer da pele e possibilidades de tratamentos.
Lesões Suspeitas e Câncer da Pele: Identificação e Cuidados na Clínica Leal
A pele é nosso maior órgão e qualquer mudança suspeita merece atenção. Lesões que mudam de cor, formato, borda ou apresentam sangramento podem indicar desde alterações benignas até câncer de pele, que é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres brasileiras.
Como identificar lesões suspeitas
Sinais e pintas devem ser observados frequentemente. Fique atenta a:
- Manchas que crescem ou mudam de cor rapidamente
- Lesões assimétricas, com bordas irregulares ou múltiplas cores
- Feridas que não cicatrizam em 30 dias
- Nódulos com superfície brilhante ou avermelhada
Essas alterações podem sugerir desde um melanoma até outros tipos como carcinoma basocelular e espinocelular, especialmente em áreas expostas ao sol, como rosto, colo e mãos.
Diagnóstico e Acompanhamento
Na Clínica Leal, realizamos dermatoscopia digital de alta precisão, que fotografa todas as pintas e lesões, facilitando o acompanhamento ao longo dos anos. Quando necessário, indicamos biópsia para diagnóstico definitivo e, se confirmado o câncer, planejamos a remoção com margens seguras e técnicas minimamente invasivas, preservando a estética.
Prevenção é fundamental
O uso diário de filtro solar, chapéus e evitar exposição direta aos raios solares são hábitos essenciais. Mulheres de pele clara, com histórico familiar de câncer da pele ou múltiplas pintas devem realizar check-ups anuais.
Na Clínica Leal, unimos tecnologia avançada e olhar atento no cuidado com a saúde da sua pele em todas as fases da vida.
Os principais tipos de câncer de pele
O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de um terço de todos os diagnósticos de câncer no país, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ele se divide em dois grandes grupos, com comportamentos bastante diferentes.
Os não melanoma são os mais comuns. O carcinoma basocelular representa a maior parte dos casos, cresce lentamente e raramente se dissemina, mas pode causar destruição local importante quando negligenciado. Costuma aparecer como lesão perolada, com pequenos vasos visíveis, ou como ferida que não cicatriza. O carcinoma espinocelular é o segundo mais frequente, tem crescimento mais rápido e maior capacidade de disseminação, e surge com frequência em áreas de exposição solar crônica.
O melanoma é bem menos frequente, mas responde pela maior parte da mortalidade por câncer de pele, justamente por sua capacidade de disseminação precoce. Pode surgir de uma pinta existente que mudou ou como lesão nova. É nele que o diagnóstico precoce faz a maior diferença de prognóstico.
A regra do ABCDE
É o método mais difundido para observar pintas em casa, e funciona como triagem, não como diagnóstico. Cinco características merecem atenção:
A de Assimetria: uma metade da lesão é diferente da outra.
B de Bordas: contorno irregular, mal definido ou serrilhado.
C de Cor: mais de uma cor na mesma lesão, ou variação de tonalidade.
D de Diâmetro: maior que 6 milímetros, embora melanomas menores existam.
E de Evolução: mudança de tamanho, cor, formato ou relevo ao longo do tempo.
Há ainda o sinal do patinho feio, que é simples e útil: uma lesão que se destaca visivelmente das demais merece avaliação, mesmo que isoladamente não preencha os critérios acima.
Nenhum desses critérios substitui o exame com magnificação. Estruturas que definem a suspeita não são visíveis a olho nu, e é por isso que o mapeamento de pintas com dermatoscopia digital é o exame que orienta a conduta.
Quando a lesão precisa ser investigada
Quando a avaliação indica necessidade de investigação, o caminho é a análise histopatológica, que é o exame capaz de confirmar ou afastar o diagnóstico. A coleta pode ser feita por biópsia, quando se retira uma amostra, ou por exérese, quando a lesão é removida por completo.
O procedimento é ambulatorial, feito com anestesia local, e o material é encaminhado para análise. O resultado define a conduta seguinte: nos casos benignos, encerra a investigação; nos malignos, orienta se houve margem adequada e se há necessidade de complementação.
Existe uma preocupação frequente de que retirar uma lesão possa piorar o quadro. Não é o que a prática mostra: a remoção com técnica adequada é justamente o tratamento indicado, e adiar a investigação é o que efetivamente traz risco. Na Clínica Leal, a conduta cirúrgica dermatológica é conduzida em ambiente próprio, com atenção também ao resultado estético da cicatriz.
Perguntas Frequentes
Não. A maioria das pintas permanece benigna por toda a vida. O que merece atenção é a mudança: pinta que altera cor, tamanho, formato ou relevo, e pinta nova que surge após os 40 anos.
O intervalo é individual e definido pela médica conforme o perfil de risco. Pessoas com pele clara, histórico familiar de melanoma, muitas pintas ou histórico de queimaduras solares costumam ter intervalos mais curtos. O mapeamento de pintas é o exame indicado.
Quando identificado precocemente, apresenta índices de cura elevados, sobretudo nos tipos não melanoma. É justamente por isso que a avaliação periódica faz diferença.
Sim. A incidência é menor, mas o diagnóstico costuma ser mais tardio, o que piora o prognóstico. Áreas menos expostas ao sol, como palmas, plantas e leito ungueal, merecem atenção especial.
É a medida mais importante, mas não a única. A recomendação inclui também evitar exposição nos horários de maior radiação, usar proteção física como chapéu e roupas adequadas, e manter a avaliação periódica da pele.
É realizada com anestesia local. Sensibilidade no local nos dias seguintes é esperada, com orientações específicas de cuidado com o curativo.