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Mapeamento de Pintas e Dermatoscopia Digital em Campinas
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e responde por cerca de um terço de todos os diagnósticos oncológicos do país, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Quando identificado cedo, apresenta índices de cura elevados. A dificuldade está em identificar cedo, porque nas fases iniciais uma lesão maligna pode ser pequena, discreta e muito parecida com uma pinta comum.
O mapeamento de pintas existe para reduzir essa distância. É um exame não invasivo, indolor e sem preparo, em que cada lesão é avaliada com magnificação óptica, documentada e comparada ao longo do tempo.
Na Clínica Leal, em Campinas, o exame é conduzido pela Dra. Ana Helena Kalies, dermatologista dedicada à dermatoscopia, com o sistema de videodermatoscopia digital FotoFinder medicam 1000s.
O que o Exame Enxerga que o Olho Não Enxerga
A pele mostra a superfície. O dermatoscópio revela o que está abaixo da camada córnea: padrões de pigmento, arquitetura das estruturas, simetria, distribuição de cores e desenho dos vasos.
São esses padrões que diferenciam uma lesão benigna de uma lesão que merece investigação, e eles não são acessíveis a olho nu. É a razão pela qual um exame visual, por mais atento que seja, tem limite.
No sistema utilizado na Clínica Leal, o zoom óptico varia de 20 a 140 vezes, com modo de super magnificação que alcança até 400 vezes. Nessa faixa, tornam-se visíveis estruturas microscópicas da pele, alças capilares e vasos individuais, em imagem colorida e em tempo real.
Há ainda um recurso que muda o exame na prática: a alternância entre luz polarizada e não polarizada, com e sem contato. Cada modo revela um conjunto diferente de estruturas, e poder alternar entre eles durante o exame amplia o que se consegue avaliar em uma única consulta.
A Diferença Está na Comparação ao Longo do Tempo
Avaliar uma lesão uma única vez responde a uma pergunta: como ela está hoje. Avaliar a mesma lesão em intervalos definidos responde a outra, que costuma ser mais decisiva: ela mudou.
Mudança sutil de tamanho, cor ou estrutura raramente é percebida pela memória, nem pela do paciente nem pela do médico. Com o registro digital, a imagem de hoje é colocada lado a lado com a imagem anterior, e a comparação deixa de depender de lembrança.
O software organiza esse histórico de forma cronológica por lesão, o que permite acompanhar a evolução de cada uma separadamente. Na prática, é o que sustenta a conduta de monitorar em vez de remover por precaução: em vez de retirar toda lesão duvidosa, acompanha-se com critério e intervém-se quando há indicação real.
Inteligência Artificial como Apoio à Decisão
O sistema conta com módulos de análise assistida por inteligência artificial, que atribuem uma pontuação a cada lesão a partir da imagem dermatoscópica, em tempo real, e auxiliam na avaliação de lesões melanocíticas e não melanocíticas.
Vale ser preciso sobre o papel dessa ferramenta, porque o tema gera expectativa equivocada. A inteligência artificial não fornece diagnóstico e não substitui a médica. Ela funciona como uma segunda leitura da imagem, que soma informação à avaliação clínica. O diagnóstico e a conduta permanecem sob responsabilidade médica, integrando o exame, a história do paciente e o conjunto das lesões.
O que a ferramenta agrega é consistência. Em um exame que percorre dezenas ou centenas de lesões, ter um apoio objetivo de triagem reduz a chance de que uma lesão discreta receba menos atenção do que merecia.
Os sistemas de software utilizados são certificados como dispositivo médico Classe IIa sob o regulamento europeu de dispositivos médicos, e o fabricante mantém sistema de qualidade ISO 13485.
Quem Deve Fazer e com que Frequência
A avaliação periódica da pele é recomendada para adultos em geral, mesmo sem queixa. Algumas situações reforçam a indicação e podem exigir intervalos mais curtos:
- Fototipos claros, com facilidade de queimadura solar e dificuldade de bronzear.
- Histórico pessoal de câncer de pele.
- Histórico familiar de melanoma.
- Grande número de pintas, ou presença de lesões consideradas atípicas.
- Queimaduras solares importantes na infância e adolescência.
- Exposição solar intensa, ocupacional ou recreativa.
- Uso de imunossupressores ou condições que reduzem a imunidade.
O intervalo entre os exames é definido pela médica, conforme o perfil de risco e os achados da avaliação anterior.
Sinais que Pedem Avaliação sem Esperar
Independentemente do calendário de rotina, alguns achados merecem avaliação:
- Pinta nova, sobretudo após os 40 anos.
- Lesão que mudou de tamanho, cor, formato ou relevo.
- Pinta com bordas irregulares ou com mais de uma cor.
- Lesão que coça, sangra, dói ou forma crosta que retorna.
- Ferida que não cicatriza no tempo esperado.
- Uma pinta que se destaca das demais por ser visivelmente diferente.
Quando a avaliação indica necessidade de investigação, a conduta segue para biópsia ou exérese, dentro do manejo de lesões suspeitas e câncer de pele.
Como É o Exame na Prática
Não há preparo específico. A orientação é comparecer sem esmalte nas unhas, já que unhas também são avaliadas, e sem maquiagem, para permitir o exame da face.
O exame é feito em ambiente reservado, com a paciente ou o paciente em roupa íntima, e percorre a superfície do corpo de forma sistemática, incluindo couro cabeludo, região entre os dedos e plantas dos pés, que são áreas frequentemente esquecidas na autoavaliação.
As lesões que exigem acompanhamento são registradas para comparação futura. Ao final, a médica explica os achados e define a conduta e o intervalo de retorno.
O mesmo equipamento avalia também unhas, com a onicoscopia, útil na investigação de alterações de pigmento na lâmina ungueal, e couro cabeludo, com a tricoscopia digital.
Perguntas Frequentes
Não. É um exame não invasivo, sem agulhas e sem contato agressivo com a pele. O dermatoscópio é apoiado sobre a lesão ou usado sem contato, conforme o modo escolhido.
Varia conforme o número de lesões a avaliar e documentar. É um exame mais demorado que uma consulta dermatológica comum, justamente pelo percurso sistemático.
Não há preparo. Recomenda-se comparecer sem esmalte e sem maquiagem.
A dermatoscopia é a técnica de exame com magnificação. O mapeamento é a avaliação sistemática do conjunto das lesões, com documentação e acompanhamento no tempo. Na prática, o mapeamento usa a dermatoscopia como método.
O exame identifica padrões que indicam necessidade de investigação. A confirmação diagnóstica de uma lesão maligna é feita por exame histopatológico, após biópsia. Nenhum método de imagem substitui esse passo.
O intervalo é individual e definido pela médica conforme o perfil de risco. Pessoas com fatores de risco reforçados costumam ter intervalos mais curtos.
A cobertura depende do plano e do rol vigente. A equipe de relacionamento da clínica orienta sobre as condições de atendimento.
Agende sua Avaliação
O diagnóstico precoce depende de olhar a pele com regularidade e com o método adequado. Entre em contato e agende seu mapeamento de pintas com a Dra. Ana Helena Kalies na Clínica Leal, em Campinas.